Diversidade  |  28.06.2024

08 de março

Tirei essa foto no Haiti em 2010, no pós terremoto que devastou o país.

Ali vi mulheres fazendo seu possível e impossível para sobreviver e cuidar de seus entes queridos em uma situação tão caótica quanto se possa imaginar. 

Deixo minha solidariedade e empatia a todas as meninas e mulheres que sofrem situações de vulnerabilidade, medo e violência em nosso planeta. Em todas as casas, escolas, ruas e países onde se coloca em risco nossa liberdade e potência. 

Não desejo a nós – mulheres – superação. Desejo sim um planeta onde exista equidade de gênero!

Onde não precisemos – nunca – sentir medo dos homens. Onde não exista violência sexual, doméstica, psicológica, patrimonial e qualquer tipo de discriminação contra a mulher. 

Onde não se culpabilize a vítima e não existam comentários que ouço desde a minha adolescência sobre ser uma mulher “fácil”. Já se passaram 30 anos desde então, e continuo ouvindo os mesmos preconceitos!

Nessa época, me lembro de dizer para meninas da minha idade: “Antes de acusar fulana de galinha, acuse-me! Pois sempre namorei e continuarei namorando quem eu quiser.”  

Que sejamos fáceis o quanto quisermos, e difíceis o quanto quisermos. Nosso corpo é nosso. E não há homem ou mulher que possa nos dizer o que fazer com ele!

Não precisamos ser heroínas.  Precisamos de uma sociedade que nos permita viver em liberdade, com dignidade, equidade e segurança.

Que possamos viver nossa fragilidade e força, nossas conquistas e fracassos, nossas esperanças e amores.
Que possamos ser, afinal, SERES HUMANAS!

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